Gestão Interna de Resíduos

A gestão interna de resíduos aplica-se a todas as unidades de saúde, desde os grandes hospitais aos produtores de menor dimensão. O serviço de gestão interna de resíduos consiste no desenvolvimento de diferentes operações que ocorrem dentro das unidades de saúde, nomeadamente:

  • disponibilização de todos os meios logÍsticos necessários;
  • equipa de funcionários formada e treinada;
  • organização de circuitos internos de resíduos;
  • definição de procedimentos associados;
  • gestão de ecocentros.

Serviços Logísticos

Apresentamos um vasto leque de soluções logísticas, o que faz de nós o parceiro ideal para o seu negócio.

A experiência da Stericycle na Gestão Integrada de Resíduos, aliada a uma capacidade logística sem paralelo no panorama nacional e a uma realidade empresarial, em que cada vez mais são valorizadas as sinergias e a simplificação de processos, faz-nos encarar o futuro como uma oportunidade.

Cientes das exigências técnicas e legais que têm de ser consideradas para trabalhar na área da saúde, temos integrado no nosso grupo crescentes valências logísticas. A Stericycle está em condições de se constituir como parceiro logístico, tendo em conta que possui uma vasta frota de veículos, das mais diversas tipologias e motoristas qualificados e experientes, que dão garantia de um serviço rápido, eficiente e adaptado às reais necessidades dos clientes, para além de experiência e know-how na armazenagem e distribuição das mais variadas referências relacionadas com a atividade hospitalar.

Classificação dos Resíduos

Classificação dos Resíduos

Os resíduos hospitalares, de acordo com a legislação em vigor, são definidos como os resíduos resultantes de atividades de prestação de cuidados de saúde a seres humanos ou animais, nas áreas da prevenção, diagnóstico, tratamento, reabilitação, ou investigação e ensino, bem como em outras atividades envolvendo procedimentos invasivos, tais como acunpultura, piercings e tatuagens. Estes resíduos estão classificados de acordo com a legislação em vigor, em quatro grupos,cada um deles com as suas próprias exigências de gestão, triagem, acondicionamento, transporte e tratamento:

  • Grupo I – Resíduos Equiparados a Urbanos
  • Grupo II – Resíduos Hospitalares Não Perigosos
  • Grupo III – Resíduos Hospitalares de Risco Biológico
  • Grupo IV – Resíduos Hospitalares Específicos

A incorreta gestão dos resíduos hospitalares podem constituir um importante problema ambiental e de saúde pública.

Grupo I - Resíduos Equiparados a Urbanos

Resíduos que não apresentam exigências especiais no seu tratamento.

Incluem-se neste grupo:

  • Resíduos provenientes de serviços gerais (gabinetes, salas de reunião, salas de convívio, instalações sanitárias, vestiários, etc);
  • Resíduos provenientes de serviços de apoio (oficinas, jardins, armazéns e outros);
  • Embalagens e invólucros comuns (papel, cartão, mangas mistas e outros de natureza idêntica);
  • Resíduos provenientes da hotelaria resultantes da confeção e restos de alimentos servidos a doentes não incluídos no Grupo III.

Cada tipo de resíduo tem os seus requisitos de gestão, separação, transporte, tratamento e eliminação.

Grupo II – Resíduos Hospitalares Não Perigosos

Resíduos que não estão sujeitos a tratamentos específicos, podendo ser equiparados a urbanos. 

Incluem-se neste grupo:

  • Material ortopédico: talas, gessos e ligaduras gessadas não contaminados e sem vestígios de sangue;
  • Fraldas e resguardos descartáveis não contaminados e sem vestígios de sangue;
  • Material de proteção individual utilizado nos serviços gerais e de apoio, com exceção do utilizado na recolha de resíduos;
  • Embalagens vazias de medicamentos ou de outros produtos de uso clínico/comum, com exceção dos incluídos nos Grupos III e IV;
  • Frascos de soros não contaminados, com exceção dos do Grupo IV.

Grupo III – Resíduos Hospitalares de Risco Biológico

Resíduos contaminados ou suspeitos de contaminação, suscetíveis de incineração ou de outro pré-tratamento eficaz, permitindo posterior eliminação como resíduo urbano.

Inserem-se neste grupo:

  • Todos os resíduos provenientes de quartos ou enfermarias de doentes infeciosos ou suspeitos, de unidades de hemodiálise, de blocos operatórios, de salas de tratamento, de salas de autópsia e de anatomia patológica, de patologia clínica e de laboratórios de investigação, com exceção dos do Grupo IV;
  • Todo o material utilizado em diálise;
  • Peças anatómicas não identificáveis;
  • Resíduos que resultam da administração de sangue e derivados;
  • Sistemas utilizados na administração de soros e medicamentos, com exceção dos do Grupo IV;
  • Sacos coletores de fluidos orgânicos e respetivos sistemas;
  • Material ortopédico: talas, gessos e ligaduras gessadas contaminados ou com vestígios de sangue; material de prótese retirado a doentes;
  • Fraldas e resguardos descartáveis contaminados ou com vestígios de sangue;
  • Material de proteção individual utilizado em cuidados de saúde e serviços de apoio geral em que haja contacto com produtos contaminados (luvas, máscaras, aventais e outros).

Grupo IV – Resíduos Hospitalares Específicos

Resíduos de vários tipos, de incineração obrigatória.

Integram-se neste grupo:

  • Peças anatómicas identificáveis, fetos e placentas, até publicação de legislação específica;
  • Cadáveres de animais de experiência laboratorial;
  • Materiais cortantes e perfurantes: agulhas, catéteres e todo o material invasivo;
  • Produtos químicos e fármacos rejeitados, quando não sujeitos a legislação específica;
  • Citostáticos e todo o material utilizado na sua manipulação e administração.

Outros Resíduos Hospitalares:

  • Farmacêuticos - Nós recolhemos e tratamos os resíduos farmacêuticos perigosos e não perigosos, incluindo produtos fora de prazo, não utilizados, contaminados, danificados, que perderam as suas propriedades ou que já não são necessários.
  • Químicos - Os resíduos químicos podem ser tóxicos, inflamáveis, corrosivos, reactivos ou uma combinação destes e, por isso, é importante tratá-los de forma adequada.
  • Resíduos Eléctricos e Electrónicos - Podemos ajudá-lo a gerir, de forma segura, ecológica e de acordo com a lei, todos os seus resíduos provenientes de equipamentos eléctricos e electrónicos.

Cada um destes tipos de resíduos possui o seus próprios requisitos de segregação e/ou tratamento - consulte a página respectiva nas Soluções da Stericycle para obter mais informações.

Confie num dos principais parceiros na gestão de resíduos em Portugal

As nossas experientes equipas fornecem todos os conselhos e orientações para o manuseio, acondicionamento, transporte e tratamento adequado para os resíduos hospitalares. Todos os nossos contentores são homologados e temos a nossa própria frota de veículos e instalações dedicadas para o tratamento de resíduos.

Isto significa que podemos oferecer soluções completas, totalmente rastreáveis e susceptíveis de auditoria de ponta-a-ponta, o que ajudará a proteger o seu negócio, os seus colaboradores e os seus clientes.

Preguntas Frequentes

Quais os requisitos para o transporte de resíduos hospitalares perigosos?

De acordo com a Portaria nº 335/97, o transporte rodoviário de resíduos hospitalares dos Grupos III e IV deve ser efetuado pelas entidades responsáveis pela gestão desta tipologia de resíduos hospitalares, não obstante poder também ser realizado pelo próprio produtor ou por empresa licenciada para o transporte de mercadorias por conta de outrém, no respeito das regras estabelecidas na referida Portaria.
A guia de acompanhamento de resíduos hospitalares dos Grupos III e IV consiste no Modelo B, do nº 1429 da Imprensa Nacional – Casa da Moeda.
Trata-se de um modelo constituído por um único exemplar que fica na posse do transportador, não prevendo a referida legislação a existência de outros exemplares nomeadamente para posse do produtor.
De salientar que o transporte de resíduos abrangidos pelos critérios de classificação de mercadorias perigosas deve, igualmente, obedecer à regulamentação nacional de transporte de mercadorias perigosas (Decreto-Lei nº 206-A/2012, de 31 de agosto, que altera o Decreto-Lei nº 41-A/2010, de 29 de abril, o qual regula o transporte rodoviário e ferroviário de mercadorias perigosas), devendo nomeadamente ser dado cumprimento às condições estipuladas para a classe 6.2 desta regulamentação, bem como às disposições constantes no ponto 6.3 do Despacho nº 242/96, publicado no Diário da República II Série nº 187, de 13 de agosto.

Sou um produtor de resíduos hospitalares. Quais as minhas obrigações legais?

O DL n.º 178/2006, de 5 de setembro, alterado pelo DL n.º 73/2011, de 17 de junho, estabelece no seu artigo 5º os princípios da responsabilidade da gestão de resíduos. De acordo com este requisito legal, o produtor inicial dos resíduos é o responsável pela sua gestão, podendo assegurar o tratamento dos resíduos recorrendo a uma entidade licenciada que execute operações de recolha ou tratamento de resíduos (alínea b do ponto 5). A responsabilidade pela gestão dos resíduos por parte do produtor inicial extingue-se pela sua transferência para uma entidade licenciada (ponto 6).
 
De acordo com o documento “Resíduos Hospitalares” emitido pela Direção-Geral da Saúde, no caso específico dos resíduos hospitalares perigosos, “os operadores de gestão de resíduos hospitalares dos Grupos III e IV são entidades/empresas licenciadas pela Direção-Geral da Saúde ao abrigo da Portaria n.º 174/97, de 10 de março, responsáveis por instalações de armazenamento temporário, por instalações de tratamento ou por instalações de incineração e, ainda, pelo adequado encaminhamento dos resíduos resultantes das respetivas operações de gestão.
 
Em matéria de contratualização do serviço de gestão de resíduos hospitalares perigosos, a Direção-geral da Saúde esclarece ainda da necessidade de existência de um contrato entre o produtor e o destinatário final (operador de gestão de resíduos hospitalares devidamente legalizado) sempre que se verifique uma terceira entidade envolvida, nomeadamente, na operação de transporte, isto é, sempre que a empresa prestadora não seja o destinatário final.
 
De acordo com o despacho n.º 242/96, os órgãos de gestão do produtor são responsáveis por fazer cumprir o disposto nesse diploma, designadamente, na triagem e acondicionamento dos resíduos hospitalares. São ainda responsáveis pela sensibilização e formação dos profissionais em geral e daquele afeto ao sector em particular, nomeadamente, nos aspetos relacionados com a proteção individual e os corretos procedimentos.
 
Anualmente, até ao dia 31 de março, o produtor deve preencher os formulários MIRR – Mapa Integrado de Registo de Resíduos no âmbito do SILIAMB – Sistema Integrado de Licenciamento do Ambiente, garantindo o pagamento da respetiva taxa de registo.

Contacte-nos

Se já é nosso cliente ligue 808 200 246 ou envie um email para info.portugal@stericycle.com para falar com a nossa Linha de Atendimento ao Cliente.